Pelume na Feira Pólen

No último dia 05, estive participando de uma feira, aqui em Novo Hamburgo, a Feira Pólen. Foi um momento muito colorido e divertido, um sábado cheio de sol e flores, excelente para trocar uma ideia e conhecer novos amigos. E foi o que aconteceu: a nova edição de “O Nalladigua” se fez presente no evento, e já foi comercializada. Uma alegria poder ver Pelume, Misqui, Nimbó e Furufuhué partindo para ser reinventado pela imaginação de novas leitoras. Um autêntico prazer!

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Novidade!

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Oi pessoal!

Estou produzindo uma nova edição de “Os Sóis da América“. Serão os dois primeiros livros (“O Nalladigua” e “A Flauta Condor“) em apenas um volume, através do www.clubedeautores.com.br, um site de publicação sob demanda com o qual venho trabalhando há alguns anos.

O diferencial do livro será que estarei oferecendo a primeira metade da história de Pelume em um só volume, por um preço que ficará um pouco mais alto do que a metade do valor que você investiria ao comprar os volumes em separado. Em vez dos R$ 54,00 reais que você pagaria no meu site (valor que resulta da venda dos dois primeiros títulos), o comprador poderá adquirir o seu livro por R$ 37,94 + o valor do frete. Mas, atenção, esse valor é apenas para este volume, que é em papel e que você poderá adquirir em sites de lojas que trabalham com o Clube de Autores. E além disso, ficando de olho no site do Clube de Autores, você ainda conseguirá comprar seus livros dentro das inúmeras promoções que eles oferecem periodicamente com bons descontos. É só estar ligado lá, ou acompanhar as notícias da facebook.com/soisdaamerica, – a página do livro no Facebook. Ou nos seguir por aqui, a página oficial da saga que leva você a uma aventura sem igual pelo Velho Norte: o continente americano.

 

Na beira do rio

sao leopoldoOi pessoal! No próximo dia 16, acontece o 4º Sarau do Rio, na Rua da Praia, em São Leopoldo. O evento será das 10h às 18h e estarei lá com o meu material independente – incluindo os últimos exemplares do conjunto completo e original (com ilustrações de Fabiana Girotto Boff) de “Os Sóis da América“. Querendo conhecer mais do meu trabalho, adquirir o seu exemplar, completar a sua coleção, bater um papo ou pegar um autógrafo, passa lá! Será um prazer.

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Oi pessoal!

Tem uma novidade superbacana no site da revista on-line Trasgo: um prelúdio de toda a aventura d’Os Sóis da América. Trata-se do conto “A Caverna de Gelo” onde se descobre como Pelume encontrou o Nalladigua (ou terá sido ao contrário?). Acompanhe a aventura deste pequeno-grande viajante do Velho Norte, clicando AQUI e, de quebra, conheça mais uma assombração de deixar os cabelos em pé, vinda especialmente das profundezas da Patagônia para assombrar o Menino-das-Histórias.

E depois, tem uma entrevista com esta que vos fala. Venha se divertir com uma aventura pra lá de gelada!

Um abraço!

Chegou!

E aí, tudo bem?

Já está disponível o conto “A Caverna de Gelo“, um prólogo às aventuras de Pelume. O relato faz parte do elenco de trabalhos da Trasgo nº 14 deste mês, e pode ser lido, gratuitamente, clicando AQUI.

Não deixe de conferir essas aventura gelada, em um cenário muito diferente. Vai lá descobrir como Pelume encontrou o Nalladigua (ou será ao contrário?).

Abraços!

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A batalha (extrato)

 “Súbito, ele gelou de susto.
    Era o invunche!
   A criatura saltou para Pelume com um grunhido, as garras esticadas na direção de seu pescoço. Felizmente a terceira perna do arauto tropeçou no barco e o monstro caiu longe do menino, que agarrou o Nalladigua, pronto a usá-lo para se defender. No último momento, entretanto, titubeou. O invunche era medonho, mas bastou olhar seus olhos para Pelume compreender que ele um dia fora humano. Em seu coração acendeu-se uma chama de piedade. Foi Misqui quem saltou sobre a criatura e a jogou na água. De qualquer forma, era tarde: tinham sido descobertos!
   De algum lugar trás deles, ouviram aquele assobio maldito e medonho que tanto medo lhes havia causado no Pampa aberto. Os itinga relincharam horrorizados e, por um instante, cada um quis correr em uma direção. O grupo se deteve. O machí surgiu, montando aquela coisa que comandava, velha, horrenda, viscosa. O piguchén avançou. Tinha umas asas disformes como que de morcego, que ajudavam a prolongar seu salto. Com um golpe da garra afiada, o monstro destroçou os arreios de um dos itinga que puxava o barco da frente e cortou o pescoço do nobre animal, que caiu com um relincho de agonia.
   Saídos do susto, Abapera e Nhanderiquei se moveram em direção ao piguchén. A flecha do índio zuniu certeira, dourada, e cravou-se perto do olho saltado da criatura, que ganiu, surpresa. O machí atacou. O feiticeiro movia-se de maneira extravagante e sussurrava, sibilando sem parar. Quando menos esperava, Pelume sentiu uma ardência no braço esquerdo. Olhou, surpreso: um vergão desenhava-se ali, como se tivesse levado uma chicotada. Esse era um dos piores poderes do machí: ferir seu inimigo à distância!
O cavalo da canoa da frente, que agora estava sozinho, tentava escapar rumo ao centro do rio, mas as águas agitadas pelo poder do feiticeiro ameaçavam tragá-lo. Ele sobreviveria à súbita fúria das águas, com certeza, mas Nimbó não. Por isso, Nhanderiquei saltou sobre o animal, arrebentou as rédeas de couro com as mãos e empunhou seu arco e flecha.
– Pule para o barco de Abapera! – ordenou o primogênito com voz possante para o guarani. Quando o barco, arrastado pela corrente, passou perto de Pelume e Misqui, o garoto saltou para ele sem hesitar. A canoa, cheia de gente, oscilou perigosamente, ameaçou adernar, depois endireitou-se, mas estava tão carregada que as ondas entravam facilmente pela proa. Abapera fez a única coisa que lhe restava fazer. Atirou as rédeas dos itinga nas mãos de Nimbó, passou a mão na cabeça de Pelume e saltou para as macegas da margem.
– Vão embora! Para o norte! Agora! – ordenou, impedindo uma investida mais ousada do piguchén e do machí, cuja face, horrenda, desfigurada pelo corte do anzol de Pelume, rosnava encantamentos. O golpe da lança do gaúcho resvalou no pelo curto que cobria o bicho monstruoso e a criatura voltou-se para ele arreganhando os dentes. Com uma bocada estraçalhou a lança e Abapera ficou apenas com um facão para defender-se. Nhanderiquei tentou acertar o machí pelo outro lado, mas neste momento uma sombra saltou sobre ele. Era o invunche!
– Seu aprendiz de feiticeiro! Passe-me o corno dourado! – vociferou o machí, saltando do dorso do piguchén e correndo na direção do barco de Pelume.
– Não tenho nada que você possa querer! – gritou o menino. No salto seguinte, o machí estava dentro do barco. Um gesto seu e a água cresceu feito enchente.
– Não voltarei a pedir! – berrou o bruxo e um arranhão ainda mais profundo cortou o peito do menino. Pelume cruzou o Nalladigua diante de si, sem pensar, e a madeira frágil de alguma maneira funcionou como escudo. O arranhão deteve-se pela metade e o homem grunhiu. Neste momento, uma onda maior bateu contra o barco e arremessou Pelume aos pés de Nimbó, que deu rédea aos cavalos. O tranco do barco fez com que o machí se desequilibrasse e caísse no rio revolto. O feiticeiro ainda conseguiu agarrar a ponta do Nalladigua, na queda, e por pouco não o levou consigo, mas Pelume o puxou do outro lado, com força. Então as águas embranqueceram de súbito e o corpo do machí foi jogado contra o piguchén, que continuava enfrentando Abapera junto ao rio. Nimbó não esperou para ver o que ia acontecer: gritou para os itinga e ganhou a corrente do rio rumo ao norte, mergulhando no anoitecer.
Tinham conseguido avançar até uma curva e a noite crescente ocultava-lhes o local do embate. Inesperadamente o céu tingiu-se como o alvorecer, e por um instante pareceu que o Sol se acendera em pleno campo. Ouviram uma grande explosão e um grito
– O que foi isso? O que aconteceu? – perguntou Misqui, temerosa.
– Vamos voltar! Pode ser Nhanderiquei! Pode estar pedindo ajuda! – gritou Pelume.
Nimbó freou os itinga com força. Olhou para trás a tempo de ver a luz dourada se apagar.
– Ayú! Era Nhanderiquei! – gemeu o guarani.
Quis voltar. Chegou a dar a volta. Mas se deteve. Um assobio frio e perverso varreu o campo seguido de um silêncio de morte.”

O Nalladigua – Os Sóis da América – vol.1 – Simone Saueressig

Um beijo, pessoal!

E lá vem ele, de novo, esse tal de Ano Novo.

Olhando bem, troca só uma folhinha de calendário, é só outro dia mais. Sai um “31” e entra um “1º”. Simples assim. A gente é que sobrecarrega o coitado com um monte de desejos, ânsias, sonhos, como se o próximo nascer do Sol fosse uma coisa mágica.

Só tem uma coisa “mágica” capaz de mudar nossas vidas: nós mesmos. E isso não precisa acontecer em um 1º de janeiro. Pode acontecer em qualquer momento, de qualquer ano. É a gente quem decide: deste momento em diante, isto, aquilo, aquele outro, muda em minha vida. Um resgate, uma descoberta, um aprendizado, uma decisão. Tudo, tudo isso, depende de nós. É como um jogo de xadrez, entre a gente e o Universo. Fazemos nossa jogada, ele responde com a dele. Às vezes ganhamos, às vezes perdemos, mas, seja lá o que for que aconteça, só não escreve a sua história quem fica entocado na sua Caverna Mais Alta do Mundo.

Os que saem por aí, atrás dos seus sonhos, no mínimo, ganham o mundo.

Um beijo, pessoal!

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Fogo Novo

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Hoje é um dia especial para mim.

Como sabe quem leu “O Coração de Jade” ou entende algo da civilização mexica, no final de um período de 52 anos os astecas realizavam uma importante cerimônia: o Fogo Novo. Era um momento tenebroso nesta cultura que nos parece muito assustadora, com seus sacrifícios humanos, guerras e deuses exigentes. Mas também era um momento de renovação, nesta mesma cultura que nos ensina que homens e deuses são igualmente responsáveis pela existência e pelo equilíbrio do Universo – que é a coisa mais importante que aprendi lendo sobre ela.

No final de um período de 52, os mexicas apagavam todos os fogos do território mexicano. A noite era mais escura e assustadora do que nunca e as crianças que dormiam neste período viravam ratos – essa era uma das muitas coisas em que eles acreditavam.

Mas no final desta noite terrível, acendia-se, novamente o fogo do templo central da Cidade do México. E todo mundo vinha pegar uma isca de fogo para levar para sua casa, onde se acendiam os fogões e lanternas. E mais um ciclo de 52 anos se iniciava.

Ontem à noite, foi a minha cerimônia de “fogo novo”. Não arranquei nenhum coração de peito algum, e dormi como uma ratinha no ninho. Completei 52 anos de vida na virada da madrugada. Começo, então, hoje, um novo ciclo.

Sim, hoje é meu aniversário. E eu o celebro com especial alegria. Que venha um novo período de 52 anos, cheios de vida, amor e saúde. É tudo o que peço ao Universo.

Um abraço a todos os que curtem “Os Sóis da América” e seus personagens. Obrigada por fazerem parte desta história. Vocês são um dos melhores presentes que eu poderia receber da vida. Um beijo a todos.